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Logística e mobilidade urbana

Novos caminhos para quem busca transformar a mobilidade, cortar poluentes e impulsionar a performance.
Novos caminhos para quem busca transformar a mobilidade, cortar poluentes e impulsionar a performance. 

Há amplas oportunidades para desenvolver iniciativas voltadas à modernização do transporte, priorizando a redução de emissões e o aumento da eficiência energética.

No Brasil, o transporte individual movido a combustíveis fósseis ainda predomina, gerando emissões de gases de efeito estufa (GEE), comprometendo a qualidade do ar nas grandes cidades. Mesmo com o uso de fontes de energia mais limpas, a priorização do automóvel sobre o transporte coletivo agrava questões como congestionamentos, acidentes e exclusão social.

A busca por uma mobilidade urbana de baixas emissões depende da implementação de políticas públicas integradas, capazes de avaliar impactos e promover soluções inclusivas e sustentáveis. O setor de transportes responde por mais da metade do consumo de combustíveis fósseis no país e está diretamente ligado à poluição atmosférica. Assim, a transição para fontes de energia menos poluentes em automóveis, ônibus e caminhões é fundamental para reduzir impactos socioambientais.

O setor de transporte responde por cerca de 20% das emissões globais de CO2, que é um dos principais gases causadores do efeito estufa, sem considerar a emissão de outros também nocivos ao meio ambiente. No Brasil, segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o setor de transporte responde por cerca de 9% das emissões totais de CO2 , sendo que as queimadas respondem com mais de 70% delas (CNT, 2009)

Nos grandes centros urbanos, a má qualidade do ar está fortemente associada ao transporte individual motorizado. No entanto, as agências ambientais estaduais têm instrumentos limitados para atuar, já que a gestão da mobilidade é atribuição municipal. Diante disso, o enfrentamento da poluição do ar exige mais do que resoluções técnicas e ambientais: requer políticas integradas, monitoramento constante e coordenação entre diferentes esferas de governo para garantir ar mais limpo e melhor saúde pública.

Nesse sentido, o Ministério das Cidades (MCID) realizou a 6ª Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana, que coleta desde 2018 informações de municípios com mais de 250 mil habitantes para traçar um panorama da mobilidade nas principais áreas urbanas do país. A pesquisa aborda temas como transporte público, tarifas, segurança viária, infraestrutura e planejamento e permite a caracterização dos diferentes tipos de transporte nos municípios e cidades que ajudam a informar agentes sobre as melhores rotas de descarbonização do setor. 

Como Empreendedores Podem Fazer a Diferença: 

  1. Por meio de avanços no armazenamento de energia para veículos elétricos e balanceamento de redes, incluindo tecnologias de bateria, ultracapacitores, armazenamento térmico e mecânico.
  1. Sistemas de transporte sustentáveis que surgem da convergência entre eletrificação, autonomia, sinalização, inovação em veículos menos poluentes e modais de transporte público.
  1. Uso de tecnologias de controle e mitigação da poluição do ar, como redes de sensores que permitem o monitoramento, bem como purificadores de ar em grande escala.
  1. Transporte descarbonizado: dimensionamento de veículos elétricos, combustíveis de baixa emissão e mobilidade como serviço, aumentando eficiência logística e redução das emissões de viagens aéreas.
  2. Incentivo municipal a coleta e divulgação de dados: Visto que a questão da mobilidade urbana é gerida pelos municípios, a colaboração entre o setor privado e público na capacitação para melhorar a transparência de dados seria bem vinda e aumentaria a qualidade e disponibilidade de dados de transparência em maior número de municípios do Brasil.

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