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Energia e Biocombustíveis

Os combustíveis fósseis ainda dominam a produção de energia no mundo. Sua extração e queima estão diretamente associadas à degradação ambiental, resultando em poluição do ar e da água, destruição de ecossistemas e emissão de grandes volumes de gases de efeito estufa.
Os combustíveis fósseis ainda dominam a produção de energia no mundo. Sua extração e queima estão diretamente associadas à degradação ambiental, resultando em poluição do ar e da água, destruição de ecossistemas e emissão de grandes volumes de gases de efeito estufa.

O desembolso total em energia em todo o mundo deve ultrapassar US$ 3 trilhões em 2024, sendo US$ 2 trilhões destinados a tecnologias limpas (energia nuclear, redes, armazenamento, combustíveis de baixas emissões e melhorias de eficiência, entre outras). 

Diante desse cenário, o Brasil se destaca como uma das maiores referências globais na transição para fontes limpas e renováveis. Segundo estudo da FGV, entre 2020 e 2023, a bioenergia representou cerca de 30% de toda a matriz energética brasileira, reforçando a força do país no uso de recursos sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

Em 2024, a bioenergia teve papel fundamental na redução das emissões nacionais, evitando a liberação de aproximadamente 64,4 milhões de toneladas de CO₂. Esse resultado consolida o protagonismo do Brasil na agenda global de descarbonização. A Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, impulsiona ainda mais a transição energética nacional. A legislação incentiva a ampliação da produção de biocombustíveis sustentáveis e promove a descarbonização do setor de aviação 

Principais desafios do setor

  • Ampliação da geração distribuída.
  • Custos relacionados à energia renovável.
  • Vulnerabilidade climática do setor elétrico e de biocombustíveis.

Como Empreendedores Podem Fazer a Diferença

  1. Aumento da eficiência energética: na eficiência energética há ainda grande espaço para investimento por parte do setor privado gerando oportunidades para negócios: desde o desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento de equipamentos até a estruturação de empresas de serviços focadas em gerar ganhos de eficiência para a operação de empresas (ESCO).
  2. Geração de bioenergia: empreendedores climáticos  podem atuar no setor de bioenergia por meio de diversos modelos de negócio, como a geração de biogás e biometano a partir de resíduos orgânicos, a produção de biodiesel usando óleos residuais e microalgas, e a geração de energia elétrica e vapor com bagaço da cana-de-açúcar e outros resíduos agrícolas.
  3. Waste to Energy: as iniciativas que transformam resíduos em energia devem ser parte essencial das estratégias de sustentabilidade. Em vez de tratar o descarte apenas como o “fim de vida” dos produtos, o aproveitamento energético permite estender seu ciclo de uso, gerando valor a partir do que antes seria lixo. Essa abordagem reduz impactos ambientais, estimula a economia circular e contribui para uma matriz energética mais limpa e eficiente.
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