Empreender para transformar: oportunidades de mitigação e enfrentamento às mudanças climáticas.
A agropecuária é um setor responsável por 27% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).
Entre as principais causas que contribuem para os GEE, incluem a emissão de metano presente no dejetos de animais e no cultivo de arroz irrigado, assim como na demanda crescente para o uso de fertilizantes e manejo do solo.
A pesca predatória por sua vez representa um sério problema no Brasil, causando declínio das populações de peixes, degradação dos ecossistemas marinhos, além de colocar em risco a segurança alimentar de milhões de pessoas no mundo. Aproximadamente 30% da pesca no Brasil é ilegal, segundo estimativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).
Responsável por uma parte expressiva do setor produtivo no Brasil, o engajamento de empreendedores com soluções para diminuir as emissões de GEE no setor é muito bem-vindo.
Principais desafio do setor:
- Impactos da produção de alimentos em larga escala.
- Rastreabilidade dos produtos.
- Perdas de produção ao longo das cadeias de valor.
- Assistência técnica ao produtor.
Para o setor da agropecuária e da pesca, as oportunidades de empreendedorismo concentram-se em produtos e serviços voltados às cadeias de grãos, gado, outros cultivos e criações agropecuárias, incluindo fornecedores de insumos, comercialização de produtos agropecuários, além do monitoramento e do uso de equipamentos adequados para uma pesca legal e sustentável.

Como Empreendedores Podem Fazer a Diferença:
1. Banir agrotóxicos: o foco no cultivo de produtos orgânicos que não usam agrotóxicos e fertilizantes é essencial para a diminuição de gases do efeito estufa na cadeia produtiva dos produtos agrícolas.
2. Criação de sistemas de Integração Lavoura Pecuária Floresta: a mistura de diferentes atividades e culturas aumenta a qualidade do solo dentro das lavouras, assim como aumenta a capacidade do solo de captura de carbono na região, contribuindo no combate à mudança climática.
3. Adesão de métodos seletivos de pesca: Utilização de métodos ou instrumentos que rastreiam a biodiversidade e saúde dos ecosistemas aquáticos antes de realizar a pesca. Evitar a captura de espécies não alvo com o uso de redes seletivas e anzóis adequados para proteger o ecossistema aquático.
4. Uso de tecnologias e outros métodos para rastrear a pegada de carbono dos produtos agrícolas: criar sistemas inovadores de inventário de gases de efeito estufa que garantam o rastreamento do produto e informem os compradores sobre as estimativas de suas respectivas pegadas de carbono


